
Alguém já parou pra pensar na utilidade dos pecados ditos como capitais,e em como todo mundo já teve aquele deslizezinho?
Sendo sete (soberba,ira,preguiça,luxuria,avareza,gula e inveja), seriam a “base de todos os males”,de todos os outros descaminhos que cada pessoa tem dentro de si. Na Igreja Católica, para se confessar é necessário o conhecimento do que fez, assumir e associar mais ou menos a um deles, pra obter-se a absolvição que merece.
Há teorias sobre a origem deles em várias crenças e épocas diferentes da história geral. Mas de quê importa? Sabendo ou não sabendo, há de se concordar que faremos de novo e de novo e de novo…
Digamos que eles são dados como capitais, porque são praticados normalmente sem percepção, por costume,curiosidade,sem nem saber o quê se está fazendo…Enfim, realmente dão origem as mais interessantes loucuras do cotidiano.
Pode parecer cepticismo afirmar que todo mundo pratica isso sem preocupação alguma; não é! Difícil quem acorda pensando no jantar passado como pecado, e sim como “TÔ PASSANDO MAL MAS VALEU A PENA”.
Tentarei, na medida do impossivel, conceituar alguns do jeito que aparecem por aí,até porque acho que os pecados capitais não seriam só sete nãão….

O pecado mais atual,o que está na crista da onda,na moda,bombando.
É mão de vaca pra cá,dinherama pra lá,falta de educação (sim,tremenda falta de educação e já explico o por quê) que o pessoal da tua família,do ambiente de trabalho,na aula, seja o raio que for,já pratica desde cedinho.
Quando se é novinho e não divide o brinquedo é feio,quando cresce e não empresta um livro é porque não é viável. Aquele Bom dia que se dá de graça,(nem que for com sorrisinho amarelo) é respondido com uma empinada de nariz que é encarada como “antipatia” e só.
Tudo a mesma forma de fechar o pouquinho que pode dividir, pra si mesmo. O famoso MUQUIRANA.
O mais legal de tudo é que o SER muquirana é sempre o outro que não empresta xícara de café,aquela melhor amiga que não empresta aquela roupa nova,aquele chato que esbarra em você mas nunca te cumprimentou. É a vida minha gente!
Se conselho fosse bom a gente vendia mas ó: continue dando o Bom dia, (o famoso clichê de auto-ajuda) acredite que funciona, pelo menos não se tornará ranzinza.
Tratando de outro exemplo e que não foge do tema,é a seriedade do capitalismo. É hipocrisia,tá eu sei. Mas vai discordar que não é joguinho de dados dos “mãos de vaca”? Adoramos compras,adoramos dinheiro,adoramos comida boa,adoramos roupas de marca,adoramos sermos adorados! E óbviamente precisa de alguma coisa que se mostre interessante para os outros, nada melhor que uma aparência magnata, não?! E onde vem a muquiranisse? No pequeno detalhe de que não queremos dividir o muito pouco que se tem. Seja tempo, dinheiro (quase sinônimos), coisas do dia a dia. Quem quer ajudar? Quem diz que ajuda? Quem se mostra presente ajudando alguém sem algum interesse? Se o interesse é bom ou ruim,não se discute, mas existe o tal.
Avareza não se resume em não gastar dinheiro,não dividir os bens que tem, é não fazer nada de útil pros outros com o que tem. Não posso perder esse momento pra empregar coisas novas aprendidas no curso de Direito : A tal função social da propriedade. Em miúdos, se trata da utilidade pública que alguma coisa privada tem; em quê ela acrescenta à sociedade, bem simples e que é imposto por lei ( se é cumprido ou não, TAMBÉM não se discute), se algo é usado como algo interessante a todos, pertencendo a uma pessoa ou a um grupo delas.
Tá e o que tem a ver?
O sentido está na pretensão de criar um espirito mais “dativo” no povo que vive nesse Brasilzão, instituindo uma lei que preza pela colaboração de todos no bem de todo mundo, não cumpri-la seria uma espécie de avareza também, certo?!
Acontece que se for listar todos os aspectos da avareza, haja linhas!
Nem São Tomás de Aquino citou todos os tipos, quem dirá eu; mas vai a dica de se pensar neste tipo de pecado e nos outros que virão.
Doe-se, doa a quem doer.Quem dá é você mesmo. HAHAHA.
“A minha vontade é forte, mas a minha disposição de obedecer-lhe é fraca.”
Carlos Drummond de Andrade